Margarida Beaufort

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 Nota: Não confundir com Margarida Beaufort, Condessa de Devon.
Margarida Beaufort
Condessa de Richmond e Derby
Margarida Beaufort
Retrato localizado na National Portrait Gallery
Nascimento 31 de maio de 1443
  Castelo de Bletsoe, Bedfordshire, Inglaterra
Morte 29 de junho de 1509 (66 anos)
  Londres, Inglaterra
Sepultado em 9 de julho de 1509[1], Abadia de Westminster
Cônjuge João
Edmundo
Henrique
Tomás
Descendência Henrique VII de Inglaterra
Casa Beaufort (por nascimento)
Tudor (por casamento)
Pai João de Somerset
Mãe Margarida Beauchamp de Bletso
Brasão

Margarida Beaufort, Condessa de Richmond e Derby (Castelo de Bletsoe, 31 de maio de 1443Londres, 29 de junho de 1509), foi a mãe do rei Henrique VII de Inglaterra, o patriarca da dinastia Tudor. Era uma descendente de Eduardo III através de João de Gante, duque de Lancastre, e da terceira esposa deste, Catarina Swynford.

Origens[editar | editar código-fonte]

Margarida era a filha e única herdeira de João Beaufort, 1.º duque de Somerset (1404–1444), um neto legitimado de João de Gante (1.º duque de Lancaster e terceiro filho sobrevivente do rei Eduardo III) e da sua amante e mais tarde esposa, Catarina Swynford. A sua mãe era Margarida Beauchamp.

O ano do nascimento de Margarida é incerto. William Dugdale, um antiquário do século XVII, sugeriu que ela teria nascido em 1441, com base em provas de inquéritos post mortem feitos após a morte do seu pai. Esta teoria foi repetida por vários biógrafos de Margarida, porém, o mais provável é que ela tenha nascido em 1443, uma vez que, em maio desse ano, o seu pai tinha negociado com o rei quem deveria ficar a cargo da sua filha caso ele morresse em batalha.[2]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Quando Margarida nasceu, o seu pai estava a preparar-se para ir para França e liderar uma importante expedição militar às ordens do rei Henrique VI. João Beaufort negociou com o rei para garantir que caso ele morresse em batalha, a guarda de Margarida seria exclusivamente da sua esposa.[3]

Uma vez que Beauford era lugar-tenente da coroa, a guarda da sua herdeira ficaria a cargo da coroa, em conformidade com o sistema feudal. Beuford desentendeu-se com o rei depois de regressar de França e foi banido da corte real com uma acusação de traição. Ele morreu pouco depois. Segundo Thomas Basin, Beauford morreu de doença, mas a Crowland Chronicle indicou que a sua causa de morte foi suicídio. Uma vez que Margarida era a sua única filha, esta tornou-se herdeira de uma fortuna considerável e ficou com o lugar do pai na linha de sucessão ao trono. Esta situação fez com que Margarida se tornasse, nas palavras dos seus biógrafos Michael K. Jones e Malcolm G. Underwood: "uma peã na atmosfera política instável da corte de Lencastre".[4]

Depois do primeiro aniversário de Margarida, o rei rescindiu o acordo que tinha com o seu pai e entregou a sua guarda e terras extensas a William de la Pole, 1.º Duque de Suffolk, apesar de Margarida continuar a viver com a sua mãe. A mãe de Margarida estava grávida na altura em que João Beauford morreu, mas o bebé não sobreviveu e Margarida permaneceu a sua única herdeira. Apesar de ser a única filha legítima do seu pai, Margarida tinha dois meios-irmãos e três meias-irmãs maternas do primeiro casamento da sua mãe. Ela sustentou esta família depois de o seu filho, Henrique VII, subir ao trono.[2]

Margarida casou-se com o filho de William de la Pole, João de la Pole. O casamento pode ter acontecido entre 28 de janeiro de 7 de fevereiro de 1444, quando Margarida tinha possivelmente um ano, mas não mais do que três. Porém, há mais provas que sugerem que eles se casaram em janeiro de 1450, depois de William ser preso e estar à procura de dar uma vida segura ao filho ao casá-lo com a sua protegida convenientemente rica e cujos filhos poderiam reclamar o trono.[5] Uma dispensa papal foi emitida em 18 de agosto de 1450. Esta era necessária porque os membros do casal eram familiares próximos (Margarida e John eram bisnetos de duas irmãs: Katherine Swynford e Philippa Chaucer, respetivamente).[5] Tal representa mais uma prova de que o casamento poderá ter ocorrido em 1450. Três anos depois, o casamento de Margarida com João de la Pole foi dissolvido e o rei Henrique VI entregou a guarda de Margarida aos seus próprios meios-irmãos, Jasper e Edmundo Tudor.[6]

Efígie do túmulo de Edmundo Tudor

Margarida nunca reconheceu o seu casamento com João de la Pole. No seu testamento, escrito em 1472, Margarida refere-se a Edmundo Tudor como o seu primeiro marido. Segundo a lei canónica, o primeiro casamento de Margarida podia ser anulado porque ela se casou antes de fazer 12 anos.[2]

Mesmo antes do anulamento do seu primeiro casamento, Henrique VI escolheu Margarida para noiva do seu meio-irmão, Edmundo Tudor, 1.º Conde de Richmond. Esta união podia fortalecer a pretensão de Edmundo ao trono caso Henrique fosse forçado a designá-lo como herdeiro. Na altura, o rei não tinha filhos, nem irmãos legítimos. Edmundo era o filho mais velho da mãe do rei, Catarina de Valois com Owen Tudor.

Aos nove anos de idade, Margarida teve de aceitar formalmente o casamento. Mais tarde, ela disse que o fez por ter sido guiada pelo divino.[5]

Aos 12 anos, Margarida casou-se com Edmundo Tudor, que era 12 anos mais velho do que ela, em 1 de novembro de 1455. A Guerra das Rosas começado e Edmundo, apoiante da casa de Lencastre, foi aprisionado por forças iorquistas menos de um ano depois. Ele morreu de peste enquanto estava na prisão em Carmarthen em 3 de novembro de 1456, deixando Margarida, na altura com 13 anos, grávida com o seu primeiro filho.[7]

Margarida sempre respeitou o nome e a memória de Edmundo como pai do seu único filho. Em 1472, dezasseis anos após a sua morte, Margarida escreveu no seu testamento que queria ser enterrada ao lado de Edmundo, apesar de ter tido uma união longa e estável com o seu terceiro marido, que morreu em 1471.

Maternidade[editar | editar código-fonte]

Castelo de Pembroke, onde Margarida deu à luz o seu filho, Henrique Tudor

Enquanto se encontrava ao cuidado do seu cunhado, Jasper Tudor, Conde de Pembroke, Margarida deu à luz um filho em 28 de janeiro de 1457 no Castelo de Pembroke. Margarida tinha apenas 13 anos e, uma vez que ainda não era fisicamente matura, o parto foi muito complicado. O confessor de Margarida, John Fisher, achou um milagre um bebé ter nascido de "uma pessoa tão pequena".[5] O parto pode ter causado danos físicos permanentes a Margarida, uma vez que ela se voltou a casar mais duas vezes e não teve mais filhos. Anos mais tarde, ela elaborou uma série de procedimentos a seguir durante o parto de potenciais herdeiros, talvez com base na sua própria experiência.[5]

Pouco depois de regressar à sociedade após o nascimento, Jasper tratou de arranjar mais um casamento para Margarida para garantir a segurança do seu filho. Ela casou-se com Sir Henry Stafford (1425–1471), o segundo filho de Humphrey Stafford, 1.º Duque de Buckingham, em 3 de janeiro de 1458. Margarida tinha 14 anos. Foi necessário emitir uma dispensa pappel porque Margarida era prima em segundo grau de Strafford. O casal teve uma união longa e cúmplice e receberam o palácio de Woking, que Margarida restaurou. Margarida e o marido receberam terras no valor de 400 marcos, mas a herança de Margarida continuou a ser a sua principal fonte de rendimento. Durante algum tempo, Margarida e o marido tiveram autorização para visitar o filho de Margarida, cuja guarda tinha sido entregue a Jasper Tudor, que vivia com ele no castelo de Pembroke no País de Gales.

Envolvimento na Guerra das Rosas[editar | editar código-fonte]

Reino de Eduardo IV[editar | editar código-fonte]

Os vários anos de forças da Casa de Iorque a lutar contra o poder dos Lencastre culminaram na Batalha de Towton em 1461, onde os iorquistas saíram vencedores. Eduardo IV era agora rei de Inglaterra. A luta tinha tirado a vida do sogro de Margarida e forçado Jasper Tudor a fugir para a Escócia e depois para a França para reunir apoio para a causa dos Lencastre.[5] Eduardo IV entregou as terras do filho de Margarida ao seu próprio irmão, o duque de Clarence. Henrique, o filho de Margarida, tornou-se protegido de Sir William Herbert, mas Margarida tinha autorização para o visitar.

Em 1469, o duque de Clarence e o conde de Warwick, descontentes com o reinado de Eduardo IV, incitaram uma rebelião contra o rei, tendo-o capturado depois de uma derrota do seu exército. Margarida aproveitou esta oportunidade para tentar negociar com o duque de Clarence, na esperança de conseguir a custódia e as terras do filho.[8] Porém, pouco tempo depois, Eduardo conseguiu reconquistar o trono.

A insurreição de Warwick resultou num breve regresso ao trono de Henrique VI, da Casa de Lencastre entre 1470 e 1471, que terminou com a vitória dos iorquistas na Batalha de Barnet. Com o regresso ao poder da Casa de Iorque, alega-se que Margarida implorou a Jasper Tudor, que foi obrigado a fugir mais uma vez, para levar Henrique, na altura com 13 anos, com ele.[5] Margarida só voltaria a ver o seu filho 14 anos depois deste episódio.

Em 1471, o marido de Margarida, Lorde Stafford, morreu depois de ser ferido na Batalha de Barnet, onde lutou do lado da Casa de Iorque. Com 28 anos, Margarida era agora viúva pela segunda vez.[2]

Em junho de 1472, Margarida casou-se com Thomas Stanley, o lorde condestável e rei de Mann. Os historiadores Michael K. Jones e Malcolm G. Underwood sugeriram que Margarida nunca se considerou um membro da família Stanley.[2] O seu casamento foi essencialmente de conveniência: a união com Stanley permitiu a Margarida regressar à corte de Eduardo IV e de Isabel Woodville. Na verdade, a historiadora Sarah Gristwood especula que Margarida organizou o casamento com o propósito de reabilitar a sua imagem e de assegurar uma boa posição onde pudesse defender o seu filho.[5] Este esforço teve os seus frutos, uma vez que a rainha Isabel escolheu Margarida para ser madrinha de uma das suas filhas.

Raphael Holinshed, um cronista da época dos Tudor, afirmou que o rei Eduardo IV acabou por propor um casamento entre o filho de Margarida e a sua filha, Isabel de Iorque, com a intenção de tirar Henrique Tudor do seu esconderijo em França. O poeta Bernard Andre parece confirmar esta história numa das suas obras, onde descreve a fuga milagrosa de Henrique Tudor das garras dos enviados de Eduardo, tendo sido avisado das intenções do rei pela sua mãe.[5]

Reinos de Eduardo V e de Ricardo III[editar | editar código-fonte]

Estátua de Margarida Beaufort na capela de St John's College, Cambridge

Após a morte de Eduardo IV em abril de 1483 e da tomada do trono por Ricardo III em junho do mesmo ano, Margarida regressou rapidamente à corte para servir a nova rainha, Ana Neville. Margarida ajudou a levar a cauda da vestimenta da rainha na sua coroação.[9] Uma vez que queria que o seu filho regressasse à Inglaterra, Margarida parece ter negociado com Ricardo III.

Apesar do que estas negociações possam sugerir, sabe-se que Margarida conspirou com Isabel Woodville, mãe dos dois príncipes que Ricardo III prendeu na Torre de Londres, depois de surgirem rumores de que os dois meninos tinham sido assassinados. Foi nesta altura, segundo Polydore Vergil, Margarida "começou a ter esperança de que a sorte do filho estava a mudar".

Acredita-se que Margarida tenha iniciado conversas com Isabel Woodville através do médico que elas partilhavam, Lewis Caerleon, que entregava as cartas das suas mulheres. Juntas, elas conspiraram para retirar Ricardo do trono e substituí-lo à força pelo filho de Margarida, Henrique Tudor. A aliança entre as duas mulheres assegurou a ascensão da dinastia de Tudor, uma vez que elas acordaram o noivado entre Henrique Tudor e Isabel de Iorque. Elas tinham esperança que esta união tivesse o apoio de ambas as fações da Guerra das Rosas.[5]

Quanto ao destino dos príncipes, a crença geral é a de que Ricardo III terá ordenado a morte dos seus sobrinhos para garantir a sua própria ascensão ao trono. Porém, a historiadora Sarah Gristwood sugere que é possível que tenha sido Margarida a dar a ordem para matar os príncipes. A ascensão de Henrique Tudor ao trono foi certamente acelerada com o desaparecimento dos príncipes e esse talvez tenha sido motivo suficiente para Margarida a sua "representante altamente capaz e completamente dedicada" dar a ordem.[5]

Apesar desta sugestão, não há fontes contemporâneas que corroborem esta afirmação. A maioria dos relatos contemporâneos destacam: "as suas qualidades tremendas, a sua coragem, presença de espírito, lealdade à família e uma consciência profundamente sentida das responsabilidades espirituais de altos cargos", como esclarecem os historiadores Michael K. Jones e Malcolm G. Underwood.[10] Antes destes historiadores, não havia um consenso na comunidade académica sobre o papel, ou a personalidade de Margarida e os relatos históricos variavam entre elogios e a demonização do seu caráter.[10]

Só a partir do século XVII é que algumas retrospetivas religiosas começaram a criticar Margarida, mas só como "uma mulher política e calculista".[11] Considerando todos os aspetos, as palavras dos seus contemporâneos, tais como o historiador dos Tudor, Polydore Vergil, exaltam as qualidades nobres de Margarida e a descrevê-la como "uma mulher muito piedosa".[12]

Erasmo, ao escrever sobre o seu amigo, o bispo John Fisher, elogiou o apoio que Margarida dava a instituições religiosas e ao bispo, o que demonstra mais uma vez a sua natureza pragmática e caridosa.[13]

Em 1483, Margarida esteve certamente envolvida (se é que não foi o cérebro por trás) da Rebelião de Buckingham, liderada por Henry Stafford, 2.º duque de Buckingham.[14] Na verdade, na sua biografia de Ricardo III, o historiador Paul Murray Kendall descreve Margarida como a "Atena da rebelião".[15] Talvez por motivos dúbios (uma vez que podia desejar a coroa para si), Buckingham conspirou com Margarida e Isabel Woodville para retirar Ricardo III do trono. O filho de Margarida devia vir da Bretanha para se juntar ao duque, mas chegou tarde demais.

Em outubro, o esquema de Margarida falhou: o duque de Buckingham foi executado e Henrique Tudor viu-se obrigado a dar meia volta no Canal da Mancha. Ao que parece, Margarida investiu bastante dinheiro na insurreição. Em resposta à sua traição, Ricardo III retirou todos os títulos e terras a Margarida e declarou-a culpada de alta traição.[16]

Porém, Ricardo poupou-a de uma proscrição total ao transferir os bens de Margarida para o seu marido, Lorde Stanley. Na prática, Ricardo também condenou Margarida à prisão, uma vez que ela ficou proibida de sair de casa do marido, na esperança de que esta parasse a correspondência com o seu filho, Henrique. Porém, o seu marido não conseguiu impedi-la de continuar a escrever-lhe e, na altura em que Henrique reclamou o trono, fê-lo graças ao apoio que a sua mãe conseguiu reunir na Inglaterra.[5]

Apesar de ter lutado ao lado de Ricardo III durante a Rebelião de Buckigham, Lorde Stanley não respondeu quando foi convocado para lutar na Batalha de Bosworth Field em 1485. Manteve-se afastado da batalha, mesmo depois de Ricardo III ter feito o seu filho, George Stanley, refém. Depois da batalha, foi Stanley que colocou a coroa na cabeça do seu enteado, Henrique VII. Este, por sua vez, acabou por lhe dar o título de Conde de Derby, tendo Margarida passado a ser a Condessa de Richmond e Derby.[17] Ela foi investida com a ordem de Dama da Ordem da Jarreteira em 1488.

Margarida Beaufort no poder[editar | editar código-fonte]

Depois da vitória do filho na Batalha de Bosworth Field, a condessa passou a ser tratada como "A Senhora Mãe do Rei". O primeiro Parlamento do seu filho reverteu a proscrição a que ela tinha sido condenada e declarou-a uma feme sole. Este estatuto deu a Beaufort uma considerável independência legal e social de homens. Era-lhe permitido ter propriedade de forma separada do marido (como se não fosse casada) e o direito de fazer acusações em tribunal, dois direitos que eram negados a mulheres casadas.[18]

Tal como planeado pelas suas mães, Henrique VII casou-se com Isabel de Iorque. A condessa estava relutante em aceitar um estatuto inferior ao da rainha-viúva Isabel e até da sua nora, a rainha consorte. Ela usava roupa da mesma qualidade da rainha e caminhava apenas meio passo atrás dela. A biógrafa de Margarida, Amy Licence, afirma que isto seria "o protocolo correto da corte", acrescentando que "só havia uma pessoa que sabia verdadeiramente o que Isabel achava de Margarida e ela nunca deixou isso escrito".[19]

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Referências

  1. «Westminster-abbey.org». www.westminster-abbey.org 
  2. a b c d e Jones, Michael K.; Underwood, Malcolm G. (1993), The King's Mother: Lady Margaret Beaufort, Countess of Richmond and Derby, Cambridge University Press
  3. Tallis, Nicola (2020). Uncrowned Queen: The Fateful Life of Margaret Beaufort, Tudor Matriarch. London: Michael O'Mara Books Limited
  4. Jones & Underwood, Michael & Malcolm (1985). "LADY MARGARET BEAUFORT". History Today. 35: 23 – via JSTOR
  5. a b c d e f g h i j k l Gristwood, Sarah (2013). Blood Sisters: The Women Behind the Wars of the Roses. New York: Basic Books. p. 27.
  6. Richardson, H. G. (1 de julho de 1981). English Parliament in the Middle Ages (em inglês). [S.l.]: A&C Black 
  7. «The kingmaker Margaret Beaufort: Mother of the Tudor dynasty». Sky HISTORY TV channel (em inglês). Consultado em 23 de novembro de 2023 
  8. Jones & Underwood, Michael & Malcolm (1992). The King's Mother: Lady Margaret Beaufort, Countess of Richmond and Derby. Cambridge: Cambridge University Press. p. 49
  9. pixeltocode.uk, PixelToCode. «Cornelius Van Dun». Westminster Abbey (em inglês). Consultado em 27 de novembro de 2023 
  10. a b Jones, Michael K. (1992). The King's Mother: Lady Margaret Beaufort, Countess of Richmond and Derby. New York: Cambridge University Press
  11. Buck, George (1619). The History of the Life and Reigne of Richard the Third. London: Creative Media Partners, LLC. p. 36
  12. Vergil, Polydore (1555). Anglica Historia
  13. Extracts Regarding Margaret, Countess of Richmon. Lansdowne Manuscripts. p. 83
  14. Fritze, Ronald H.; Robison, William B. (30 de março de 2002). Historical Dictionary of Late Medieval England, 1272-1485 (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Academic 
  15. Kendall, Paul (2002). Richard the Third. Norton.
  16. Parliament (1483). "6. An Act for the Attaynder of Margaret Coutesse of Richmond". Rotuli Parliamentorum.
  17. Norton, Elizabeth (15 de setembro de 2010). Margaret Beaufort: Mother of the Tudor Dynasty (em inglês). [S.l.]: Amberley Publishing Limited 
  18. Seward, Desmond (1995). The Wars of the Roses: And the Lives of Five Men and Women in the Fifteenth Century. London: Constable and Company Limited. p. 326
  19. Licence, Amy (1 de fevereiro de 2013). «his story, her story: Elizabeth of York, the Forthcoming Biography: Interview with Amy Licence». his story, her story. Consultado em 29 de novembro de 2023