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SP: rainha da Holanda visita lojas e elogia “impacto tremendo” do Pix

Em visita como assessora da ONU, a rainha da Holanda, Máxima Zorreguieta, teve reuniões em SP com bancos e conheceu negócios locais

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1 de 1 IMG_20230605_154255874_BURST002 - Foto: Carolina Riveira/Metrópoles

A rainha da Holanda, Máxima Zorreguieta, visitou nesta segunda-feira (5/6) uma lista de bancos e pequenos negócios em São Paulo, em uma agenda com foco em democratização bancária e saúde financeira.

A monarca da Holanda (ou Países Baixos, nome oficial da nação) está no Brasil como assessora especial do Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU) para o Financiamento Inclusivo para Desenvolvimento.

Ao longo do dia, a rainha teve reuniões na Faria Lima com a fintech PicPay e com executivos dos bancos Santander e Itaú. Depois, visitou a Kovi, de aluguel de carros, e conversou com alunos do curso de funilaria da empresa e com motoristas de aplicativo.

No bairro de Pinheiros, Máxima visitou ainda uma seleção de negócios locais comandados por mulheres e fez perguntas às comerciantes sobre finanças.

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“Estamos aí na luta, trabalhando”, disse à rainha a comerciante Luciana de Almeida Silva Reis, de 40 anos, há cinco anos dona da Barraca da Lu Lu, na rua Cardeal Arcoverde.

O marido de Luciana, Saulo Barbosa dos Reis, de 39 anos, acompanhou da calçada a visita da rainha e contou ao Metrópoles que estava feliz com a presença da comitiva. “Com tantos lugares para ir, escolheram aqui”, comemorou ele, que também é um dos responsáveis pela cozinha. “Tentamos sempre trazer os ingredientes brasileiros, que estão na nossa origem.”

A ONU afirma que o objetivo da visita é colaborar com líderes de setores público e privado para impulsionar o progresso da inclusão financeira no país.

Os próximos passos do Brasil

Nascida na Argentina, a monarca atuou no mercado financeiro em Nova York antes de se casar com o rei Guilherme Alexandre e se tornar rainha consorte. A última visita de Máxima ao Brasil como assessora especial da ONU havia sido em 2012.

De lá para cá, a monarca afirmou que o país avançou e chegou a mais de 80% da população utilizando serviços financeiros formais. “A implementação de algo como o Pix teve um impacto tremendo, e o Open Finance que está sendo implementado também terá”, disse ela, citando o sistema que vai permitir que o cliente compartilhe dados e serviços entre instituições financeiras.

Mas disse que o país precisa se atentar, em uma segunda etapa, ao processo de melhoria da saúde financeira das famílias.

“Há neste momento no Brasil, infelizmente, muitas famílias superendividadas e sem saúde financeira. A inclusão no crédito tem de fazer a vida das pessoas melhor e não pior”, disse, afirmando que é preciso garantir que o crédito seja destinado também “a atividades de produção, e não só ao consumo”. “O Brasil tem tudo para, em pouco tempo, ser modelo em boas políticas de saúde financeira da população.”

“Volte sempre” 

Na passagem por Pinheiros, a rainha quis saber das comerciantes como a inflação (agora uma realidade também na Europa) afetava o negócio, além de como as empresárias faziam para separar as finanças da empresa das contas pessoais, algo que é “muito importante”, pontuou ela. Os negócios locais visitados pela monarca foram escolhidos dentro do portfólio de clientes da startup Dinie, que oferece infraestrutura de crédito a pequenas e médias empresas.

Fluente em espanhol, Máxima ouviu tudo em português, raramente usando os tradutores.

O Brasil é um dos países nos quais a rainha têm focado em sua atuação como assessora da ONU. Na conversa com os comerciantes, Máxima estava familiarizada com os principais temas do país, dos apps de entrega aos desafios bancários. “Você usa Pix?”, perguntou, ao conversar com Luisa Pereira, 41 anos, motorista de aplicativos escolhida para falar com a monarca.

“Nunca pensei que fosse conhecer uma rainha. Ainda não parei de tremer”, contou Luisa, que dirige para aplicativos de viagens há sete anos.

Após a passagem por São Paulo, Máxima embarca nesta terça-feira (6/6) para reuniões com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Na agenda, a monarca antecipou que conversará com os ministros sobre formas de melhorar a saúde financeira da população, incluindo temas como acesso a seguros e poupança.

“Volte sempre”, disse Luciana, a dona da barraca da Lu Lu, que, antes da partida da rainha, mostrou a ela um típico caju, que está no logotipo de seu restaurante. “Estando em São Paulo, estamos aí”, brincou.

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