Diana, Princesa de Gales

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Diana
Princesa de Gales
Marido Carlos, Príncipe de Gales (c. 1981; div. 1996)
Casa Spencer (por nascimento)
Windsor (por casamento)
Nome completo Diana Frances Spencer
Nascimento 1 de julho de 1961
  Sandringham, Norfolk, Inglaterra
Morte 31 de agosto de 1997 (36 anos)
  Paris, França
Sepultado em Althorp, Northamptonshire, Reino Unido
  6 de setembro de 1997
Filho(s) Guilherme, Duque de Cambridge
Henrique, Duque de Sussex
Pai John Spencer, 8.º Conde Spencer
Mãe Frances Shand Kydd
Irmãos Sarah McCorquodale
Jane Fellowes, Baronesa Fellowes
Charles Spencer, 9.º Conde Spencer
Religião Anglicanismo
Assinatura Assinatura de Diana
Brasão O brasão de armas da princesa Diana enquanto esteve casada.

Diana Frances Spencer (Sandringham, 1.º de julho de 1961Paris, 31 de agosto de 1997), estilizada como Diana, Princesa de Gales, foi uma aristocrata e filantropa nascida no Reino Unido. Ela foi um membro da Família Real Britânica entre 1981 e 1996 por seu casamento com Carlos, Príncipe de Gales, primogênito e herdeiro aparente da rainha Isabel II do Reino Unido.[1] Ela é mãe dos príncipes Guilherme, Duque de Cambridge, 2.º na linha de sucessão ao trono,[2] e Henrique, Duque de Sussex. Lady Di, como era conhecida, foi uma influente personalidade global nas últimas décadas do século XX, sendo apelidada como “princesa do povo” devido ao seu carisma, simpatia, espontaneidade e dedicação a causas sociais.[3]

Sendo a terceira filha do 8.º conde Spencer, nasceu da alta aristocracia britânica. Após uma juventude conturbada em uma família dividida por problemas conjugais,[4] Diana atraiu imensa atenção do público e da mídia com o anúncio do seu casamento com o príncipe de Gales, ocorrido em 1981. Diana também foi reconhecida por seu envolvimento em diversas causas sociais, particularmente seus esforços para a desestigmatização das pessoas afetadas pela AIDS e na campanha pela proibição das minas terrestres.[5] Após uma série de conflitos e casos extraconjugais de ambas as partes,[6] ela e o Príncipe de Gales se divorciaram em 1996 e, embora afastada da realeza, Diana continuou sendo bastante popular, com a perseguição da mídia em torno de sua imagem tornando-se cada vez mais frenética.[7]

Diana morreu após se envolver em um acidente de carro na cidade de Paris, em 1997, e sua morte gerou grande comoção mundial e culminou em um amplo luto público pelo Reino Unido. Seu funeral foi acompanhado por cerca de um milhão de pessoas[8] em Londres e foi o evento não esportivo transmitido ao vivo para televisão mais assistido da história do país[9] e um dos mais assistidos do mundo, com uma audiência global estimada em 2,5 bilhões de pessoas.[10]

Após sua morte, foi criado um fundo memorial que leva seu nome. Em 1997, a Campanha Internacional de Proibição das Minas Terrestres, causa pela qual Diana advogou, recebeu o Nobel da Paz.[11] Foi considerada a “mulher mais fotografada do mundo”,[12] nomeada como a 3ª maior personalidade britânica de todos os tempos e uma das pessoas mais importantes do século.[13] Diana tornou-se um ícone popular e teve sua imagem mitificada por muitos após sua morte, que, embora tenha sido apontada como o resultado de um trágico acidente após anos de investigação,[14] segue envolta de inúmeras teorias conspiratórias.[15] A "princesa do povo" continua sendo uma figura relevante na imprensa britânica e, em menor escala, a nível mundial, servindo de tema para muitos livros, jornais, revistas, documentários e filmes, mesmo após mais de duas décadas de seu falecimento.[16] É dito que a influência da princesa, tanto em vida quanto após a morte, impactou positivamente a monarquia britânica, que modernizou-se e se tornou mais próxima do povo,[17] especialmente na figura dos seus filhos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família, nascimento e primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Família Spencer
A Princesa Diana de Gales em 1992

Descendente de aristocratas britânicos, filha do John Spencer, Visconde Althorp e de Frances Shand Kydd, sendo assim Diana neta por parte de pai dos nobres Albert Spencer, 7.º Conde Spencer e Cynthia Spencer, Condessa Spencer (filha de James Hamilton, 3.º Duque de Abercorn; bisavô de Diana) e por parte de mãe de Edmund Burke-Roche, 4.º Barão Fermoy e Ruth Burke Roche, Baronesa Fermoy. Diana Frances Spencer nasceu como a terceira e penúltima filha do casal, em 1 de julho de 1961, na aldeia de Sandringham, no condado inglês de Norfolk. Os seus pais demoraram uma semana para escolher o seu nome, uma vez que eles esperavam o nascimento de um menino que fosse o herdeiro varão da família Spencer.[18] Ela teve quatro irmãos, sendo que um deles morreu assim que nasceu. São eles: John Spencer, Charles Edward Spencer, Cynthia Jane (Spencer) Fellowes, Baronesa Fellowes e Sarah (Spencer) McCorquodale.[19]

Diana foi batizada na igreja de Santa Maria Madalena, no vilarejo de rural de Sandringham na Inglaterra, pelo reverendo Percy Herbert e os seus padrinhos foram: John Floyd (presidente da Christie's), Mary Colman, Sarah Pratt e Carol Fox.[20]

Diana descende de dois reis da dinastia Stuart: o rei Carlos II da Inglaterra (através de Henry FitzRoy, 1.º Duque de Grafton e Carlos Lennox, 1.º Duque de Richmond, filhos que teve com suas amantes Barbara Palmer, 1.ª Duquesa de Cleveland e Louise Renée de Pennancoet de Kéroualle, respectivamente) e também o rei Jaime II da Inglaterra, através de Henriqueta FitzJames, filha que teve com sua amante Arabella Churchill, o que faz de Diana prima distante do primeiro-ministro Winston Churchill.[21][22][23][24]

Diana também é prima distante de Camila Parker Bowles.[25]

Os pais de Diana viveram um casamento tumultuado, com discussões frequentes. Separaram-se em 1967, quando ela tinha sete anos de idade, depois que sua mãe tornou público que estava tendo um relacionamento com o empresário também casado, Peter Shand Kydd. Em 1969, ambos conseguiram o divórcio e casaram-se.[26][27] Diana e seu irmão Charles foram levados por sua mãe para viver em um apartamento no distrito de Knightsbridge, onde a princesa foi matriculada numa escola diária local.[18] No Natal do mesmo ano, Diana e seu irmão foram comemorar a data com seu pai, que se recusou a deixar os filhos retornarem à capital londrina com a mãe. O casal disputou a custódia dos filhos na justiça, sendo concedida ao pai, que foi apoiado por um depoimento de sua sogra contra Frances.[18]

A separação de seus pais, bem como os conflitos decorrentes desse fato, foram determinantes para a infância "infeliz" da princesa.[28][29] Pensando em não cometer os erros dos pais, Diana queria constituir uma família unida e feliz.[30] Biógrafos de Diana acreditam que ela desenvolveu uma doença mental decorrente de uma infância problemática. Tal fato, no entanto, é negado por parentes e amigos dela.[31]

Educação e pós-escola[editar | editar código-fonte]

Com a morte de seu avô paterno Albert Spencer, em maio de 1975, o pai de Diana tornou-se o oitavo Conde Spencer. Diana e suas irmãs, como resultado disso, receberam cada uma o título de "Lady", prerrogativa comum entre as filhas de condes britânicos. O seu único irmão varão Charles Spencer tornou-se, por sua vez, o novo Visconde Althorp.[18] Pouco tempo depois, John Spencer e seus quatro filhos mudaram-se para a mansão deAlthorp, localizada em Northamptonshire, a propriedade ancestral da família Spencer do século XVI, deixando Park House, que era alugada da família real britânica.[32]

Lady Di durante o International Leonardo Prize, em 1995

Diana frequentou, inicialmente, a Riddlesworth Hall, uma escola preparatória para meninas, na qual foi reconhecida pelo seu talento para as artes, em particular para a dança e para a música.[33] Diana também era uma excelente esportista, tendo praticado tênis, natação, hóquei e salto ornamental.[34] Seu pai depois a matriculou em West Heath Girl's School, em Sevenoaks, Kent, esperando que esta respeitável escola aproximasse Diana mais dos estudos e a afastasse do balé, que provavelmente era a maior paixão de sua infância e juventude. A princesa foi educada em West Heath por cinco anos, mas não passou em seus exames finais, mesmo em segunda tentativa e por isso foi transferida, em 1977, para a Instituto Alpin Videmanette, uma escola para moças que ficava na Suíça.[33]

Quando retornou à Inglaterra em 1978, aos dezessete anos, ela ganhou de seus pais um apartamento na cidade de Londres, para onde se mudou e, em setembro do mesmo ano, se matriculou em um curso de culinária francesa em Cordon Bleu, mesmo detestando o ofício. Com a ajuda de sua mãe, ela obteve um emprego como professora de balé no conhecido estúdio Vacani, onde trabalhou por pouco tempo.[35]

Embora fosse filha de nobres, ela trabalhou como uma mulher normal que procurava independência e realização pessoal. Entrou para a brigada da "fita de veludo encarnada", uma associação para mulheres da alta sociedade que procuravam seguir padrões e valores bastante liberais, sendo vulgarmente conhecidas como "Sloane Rangers".[36] Diana inscreveu-se em duas agências de emprego: Solve Your Problems e Knightsbridge Nannies, fazendo tarefas domésticas, como faxineira e babá, antes de se tornar professora do jardim de infância Young England School, em Pimlico.[36][37]

A sua vida em Londres era tranquila: não ia a discotecas nem a festas extravagantes, optava por locais mais modestos e calmos, pois era tímida, insegura e sensível. Passava habitualmente os fins de semana em Althorp, junto de sua família e amigos. Lady Diana, numa entrevista, disse que naqueles anos queria se manter "tidy", uma expressão britânica usada para designar "virgindade", porque ela esperava alguém especial.[29]

Relação com o príncipe de Gales[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 1978, Diana e sua irmã Sarah foram convidadas para o aniversário de trinta anos do príncipe Carlos, Príncipe de Gales. Numa carta para a sua babysitter, Mary Clarke, Diana revela que teria planejado, juntamente com os seus irmãos, Charles e Jane, casar a sua irmã mais velha, Sarah, com o príncipe.[38]

Outro convite, desta vez feito pela rainha Isabel II do Reino Unido para uma semana de caça em Sandringham House, veio em janeiro de 1979.

Em julho de 1979, Diana e sua irmã Jane foram convidadas pela rainha para o Castelo de Balmoral, localizado na Escócia.

Em agosto de 1979, um fato devastador para Carlos aconteceu: o seu tio-avô e padrinho, Lorde Mountbatten, foi assassinado pelo IRA. Eles eram tão próximos que Mountbatten era visto como o "pai substituto" dele. Em um encontro com amigos mútuos, Carlos e Diana sentaram-se um do lado do outro e começaram a conversar alegremente até o assunto sobre o funeral de Mountbatten ser tocado. Diana disse:

Dali em diante, a figura que Carlos tinha de uma amiga de infância em Sandringham, transformou-se definitivamente, e ele começou a procurá-la.

Em fevereiro de 1980, foi a primeira vez que Diana passou um fim de semana em Sandringham House, sem a companhia de uma irmã, apenas da família real britânica. Há boatos de que a então ex-namorada do príncipe, Camila Parker Bowles, ajudou-o a escolher Diana Spencer como esposa ideal. Camila fazia parte do restrito círculo de amigos de Carlos, com quem também manteve relações sexuais com o filho da rainha por mais de uma década em meio a seu casamento com Charles desde 1980.

Noivado[editar | editar código-fonte]

A Princesa de Gales no Festival de Cannes, em 1987

As constantes aparições de Diana e Carlos juntos, começaram a atrair a atenção da imprensa, e o tablóide The Sun escreveu que um novo romance real tinha tido início. A cada momento que saía de seu apartamento, ela era seguida por jornalistas.

No dia 6 de fevereiro de 1981, Carlos combinou um encontro com Diana no Castelo de Windsor. Lá, ele falou o quanto sentiu sua falta durante uma viagem à Suíça e pediu a sua mão em casamento.

No dia 23 de fevereiro de 1981, depois de contar as novidades para a família e amigos, Diana saiu do seu apartamento em Coleherne Court e partiu para o Palácio de Buckingham, a fim de evitar os meios de comunicação social.

Em 24 de fevereiro de 1981, o Palácio de Buckingham anunciou oficialmente o noivado. Diana ficou no palácio em companhia de dois empregados, mas não do seu noivo.

Uma semana antes do casamento, Diana assistiu a uma partida de pólo em que Carlos estava jogando. Na arquibancada, ela começou a chorar novamente. Isso aconteceu um pouco depois que ela soube que seu noivo estava planeando entregar o bracelete a Camilla. O Palácio de Buckingham, em resposta, disse que foi exaustão. Apesar disso, Diana e Carlos tiveram bons momentos durante seu noivado e pareceram felizes juntos enquanto estavam nas ruas, cumprimentando o público.

Casamento[editar | editar código-fonte]

O casamento ocorreu na Catedral de São Paulo na cidade de Londres, numa quarta-feira, no dia 29 de julho de 1981. A cerimonia contou com 3,5 mil convidados (incluindo Camila e seu então esposo Andrew Parker Bowles) e foi assistida por aproximadamente um bilião de pessoas em todo mundo via satélite. Diana se tornou oficialmente a "Sua Alteza Real a Princesa de Gales" e foi imediatamente elevada a terceira mulher mais importante da monarquia britânica, somente atrás da rainha reinante Isabel II do Reino Unido e a rainha-mãe Isabel Bowes-Lyon. Diana viajou por vários países em missões da família real britânica e em 1982, representou a rainha Isabel II no funeral da princesa consorte Grace Kelly de Mônaco.

O maior casamento real do século XX passou a ser comparado a um conto de fadas, e rapidamente a princesa conquistou o público com sua beleza, chamando, muitas vezes, mais atenção do que seu marido.

Crise[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra dos Galeses
O ator John Travolta e a Princesa de Gales dançando na Casa Branca, em 1985

Entretanto, no palácio, as tensões entre Carlos e Diana aumentavam constantemente. O príncipe estava sempre comprometido com os seus deveres reais e Diana estava sempre solitária e suspeitava, cada vez mais, de que ele estaria tendo um caso extra-conjugal com Camilla Parker-Bowles desde muito antes de se casarem. Em público, eles continuavam a aparentar um casal apaixonado.

No meio da década de 1980, após o nascimento dos dois filhos do casal, Carlos passou a ficar mais tempo com os seus amigos, incluindo Camilla, bem como a ficar mais tempo em Highgrove House, enquanto que Diana permanecia no Palácio de Kensington.

Para descrever o colapso do casamento entre Charles e Diana, os meios de comunicação britânicos e internacionais intitularam de Guerra dos Galeses. O nome deriva da Guerra das Duas Rosas, uma série de disputas entre a Casa de Iorque e a Casa de Lencastre pelo trono inglês.

A "Guerra dos Galeses" teve início no final dos anos 80, quando veio a conhecimento público que o casamento de Carlos e Diana estava arruinado. Chegou ao seu clímax em 1992, quando o Príncipe e a Princesa de Gales formalmente se divorciaram.

Separação e divórcio[editar | editar código-fonte]

Os príncipes de Gales separaram-se oficialmente em 09 de dezembro de 1992.

O divórcio foi finalizado em 28 de agosto de 1996. O acordo criado pelos advogados dos príncipes estabelecia que Diana poderia continuar vivendo no Palácio de Kensington; que a guarda compartilhada dos príncipes William e Harry seria dividida entre eles até completarem maioridade legal; e que uma quantia de £ 17 milhões de libras esterlinas seria concedida a Diana. Uma carta-patente da rainha Elizabeth II do Reino Unido de 21 de agosto de 1996 tornou oficial que todas as ex-esposas de príncipes britânicos perderiam o tratamento de "Sua Alteza Real" depois do divórcio.

Quando Diana recebeu a notícia de que perderia o seu tratamento de Sua Alteza Real, chorou muito, entretanto o seu filho, William vendo que a mãe estava com depressão, lhe prometeu a devolução do tratamento, quando fosse coroado Rei do Reino Unido.

Logo após o divórcio, o seu título oficial passou a ser Diana, Princesa de Gales, e ela continuou a ser uma princesa britânica e foi mantida como membro da família real britânica já que era mãe, na época, dos 2º e 3º colocados na linha de sucessão ao trono britânico.

Em 1995 conheceu o médico cardiologista paquistanês Hasnat Khan, com quem namorou por 2 anos rompendo o relacionamento em 1997 pouco antes do acidente automobilístico ocorrido na cidade de Paris na França.[39] A relação é retratada no filme Diana (2013), dirigido por Oliver Hirschbiegel e baseado no livro Diana: Her Last Love (2001) de Kate Snell.[40]

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Diana tornou-se bastante conhecida por apoiar projetos de caridade, tanto antes como depois de seu divórcio. Ela foi madrinha de mais de cem instituições sociais e organizações de caridade e ajudava especialmente campanhas contra minas terrestres e combate à AIDS. Foi presidente dos hospitais Great Ormond Street e Royal Marsden Hospital, localizados em Londres, ambos especializados no tratamento de câncer. Em 1997, a Campanha Internacional para a Eliminação de Minas, causa na qual Diana se envolveu, recebeu o Nobel da Paz.[41][42][43]

HIV/AIDS[editar | editar código-fonte]

Após se divorciar do príncipe Carlos, Diana afirmou que iria se ausentar das atividades humanistas, mas ela não conseguiu se ater a esta declaração por muito tempo.[41] Mesmo com os problemas pessoais pelos quais passava, Diana logo retomou suas atividades filantrópicas e se dedicou, em especial, aos projetos que tinham por objetivo combater a AIDS no planeta. Para arrecadar dinheiro para suas obras de caridade, ela muitas vezes dançou em bailes e até chegou a leiloar alguns de seus vestidos mais belos.[41][44] Sua contribuição para mudar a opinião pública em relação aos portadores da doença foi lembrada em 2001 pelo então presidente americano Bill Clinton:[45]

Minas terrestres[editar | editar código-fonte]

A luta contra as minas terrestres foi outro projeto que recebeu o apoio e o empenho de Diana.[46] Para promover suas ideias do quanto as minas terrestres causavam de prejuízos à humanidade, ela viajou para África, em janeiro de 1997, trabalhando como uma voluntária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Diana visitou sobreviventes das explosões de minas terrestres em hospitais, excursionou projetos organizados pela HALO Trust e compareceu em aulas de conhecimento sobre minas terrestres que ameaçavam casas e vilarejos.[47][48][49]

Em agosto do mesmo ano, Diana visitou a Bósnia com o Landmine Survivors Network.[49] A princesa tinha interesse em evitar os prejuízos que as minas causavam às pessoas, especialmente às crianças. Como resultado do empenho de Diana, foi assinado, por apelo da Organização das Nações Unidas, o Tratado de Ottawa, que proíbe o uso, a produção, a estocagem e a transferência de minas terrestres.[50]

Morte[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Morte de Diana, Princesa de Gales
A carruagem com o corpo de Diana sendo escoltada pela guarda real.

Em 31 de agosto de 1997, Diana morreu em um acidente automobilístico no túnel da Ponte de l'Alma, em Paris, França, quando era perseguida por sete paparazzi em motos.[51]

Diana estava em um jantar com o milionário egípcio Dodi Al-Fayed, seu atual namorado e herdeiro da cadeia de lojas Harrods, em um restaurante do Hotel Ritz quando decidiram sair do local, logo começou a perseguição por parte dos paparazzi. Diana entrou em uma Mercedes-Benz S280 sedan 1997, acompanhada por Dodi Al-Fayed, pelo guarda-costas de Fayed, Trevor Rees-Jones e pelo motorista Henri Paul, rumo ao apartamento de Fayed. Devido a embriaguez, o motorista Henri perdeu o controle do carro e bateu fortemente no 13° pilar do túnel abaixo da ponte numa velocidade de 170 Km/h, enquanto fugia dos paparazzi.[52]

Henri Paul e Dodi Al-Fayed morreram imediatamente. O guarda-costas Trevor Rees-Jones era o mais próximo do ponto de impacto e o único ocupante do carro que estava utilizando o cinto de segurança, que com a forte colisão da S280, o duplo airbag foi acionado na hora do impacto. Rees-Jones foi o único sobrevivente do acidente e passou por uma grande cirurgia com inúmeros ossos partidos, trauma no peito e lesão cerebral. Depois de meses em coma no hospital, disse que não tinha lembranças do acidente.[53]

Diana, que estava sentada ao banco de trás, bateu brutalmente no banco à sua frente durante o impacto, causando uma hemorragia interna, ferimentos e lesões nos pulmões e na cabeça, e quebra de ossos (bacia e braço).[51] Lady Di foi transportada para o Hospital Pitié-Salpêtrière, onde, apesar das numerosas tentativas de reanimação cardiorrespiratória, morreu às 4 da madrugada. O seu funeral, em 6 de setembro de 1997, foi assistido por aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo.[54]

No funeral de Diana, seu irmão Conde Spencer disse: "Acima de tudo, nós agradecemos pela vida de uma mulher que tenho muito orgulho em poder chamar de minha irmã - a única, a complexa, a extraordinária a insubstituível Diana, cuja beleza, interna e externa, jamais se extinguirá de nossas mentes". O corpo de Lady Di foi levado para Althorp House, propriedade da família Spencer onde a princesa passou sua infância, e foi sepultado numa pequena ilha no centro de um lago do grande jardim aberto da propriedade, com um pequeno monumento próximo ao local.[55]

O cantor norte-americano Michael Jackson selecionou a canção "Gone Too Soon" na compilação Diana Princess of Wales Tribute em sua nobreza, pois em diversas ocasiões Michael nunca escondeu o quanto a admirava e amizade que tinham. O cantor britânico Elton John, grande amigo de Diana, compôs a música Candle in the Wind em homenagem à princesa. Esta composição foi a reedição de uma composição homônima de 1973, que havia sido feita em homenagem a Marilyn Monroe. A nova versão foi composta em parceria com Bernie Taupin e a primeira linha da letra foi alterada de "Goodbye Norma Jean" ("Adeus, Norma Jean" - nome verdadeiro de Marilyn), para "Goodbye England's Rose" ("Adeus rosa da Inglaterra"). A versão foi cantada ao vivo uma única vez, durante o funeral de Diana. Depois da homenagem, Elton foi nomeado cavaleiro pela Rainha Isabel II, por ter oferecido apoio emocional à família pelo trágico acidente.[56]

Legado[editar | editar código-fonte]

Estátua de cera de Diana no museu Madame Tussauds, em Londres

Diana continua sendo um dos membros mais populares da família real britânica ao longo da história e também é creditada por influenciar as gerações mais jovens da família real.[57][58][59] Para Eugene Robinson, do The Washington Post, ela "imbuiu seu papel de princesa real com vitalidade, ativismo e, acima de tudo, glamour".[60] Ela era conhecida por seu carisma, estilo, compaixão e trabalho de caridade, bem como pelo seu casamento conturbado com o príncipe de Gales.[61][62] Diana era comumente referida como "a mulher mais fotografada do mundo".[12][60] Ela é creditada por ampliar a gama de trabalhos de caridade realizados pela família real num estilo mais moderno.[62] Diana era amplamente conhecida por seus encontros com pacientes doentes e em estado terminal, os quais ela confortava, uma ação que lhe rendeu mais popularidade.[63] Seu trabalho de caridade, que às vezes incluía o contato físico com pessoas afetadas por doenças graves, ocasionalmente teve uma reação negativa na mídia.[59] Em sua entrevista para Martin Bashir, em 1995, ela revelou o desejo de se tornar uma figura amada entre as pessoas, dizendo que gostaria de ser "uma rainha do coração das pessoas, no coração das pessoas".[64] Alicia Carroll, do The New York Times, descreveu Diana como um "sopro de ar fresco", que foi a principal razão pela qual a família real se tornou conhecida nos Estados Unidos.[65]

Na opinião de Theodore Dalrymple, a popularidade de Diana derivava "tanto de sua extrema diferença das pessoas comuns quanto de sua semelhança com elas". Ele disse que, ao ir a público sobre seus problemas conjugais e bulimia, ela conquistou a admiração de "todos aqueles que foram infelizes em seus casamentos", bem como de pessoas que sofriam de problemas psicológicos.[66] Em um artigo para o The Guardian, Monica Ali disse que, ao falar publicamente sobre seu transtorno alimentar, Diana teve uma "influência duradoura sobre o debate público", principalmente em relação às questões de saúde mental.[62]

Diana tinha uma relação ambivalente com a mídia. Em muitas ocasiões, ela alegou que os jornalistas e os paparazzi tumultuavam sua vida e, em outras, ela mesma os procurava e lhes dava informações.[67] Peter Conrad, do The Guardian, alegou que foi Diana quem permitiu que os jornalistas e paparazzi entrassem em sua vida, já que ela sabia que eles eram a fonte de seu poder.[68] Christopher Hitchens acreditava que Diana mantinha uma relação próxima com a imprensa "em busca de uma solução pessoal para uma vida infeliz."[69]

Diana também foi objeto de críticas ao longo de sua vida. Alguns de seus críticos e biógrafos, como Anthony O'Hear e Sally Bedell Smith, acusaram-na de ser "autoindulgente" em suas causas filantrópicas e de usar seu trabalho de caridade para promover a si mesma.[70][71] No entanto, Diana também utilizava sua fama como uma ferramenta para atrair a atenção pública para as causas que ela apoiava.[67] Smith caracterizou Diana como imprevisível, egocêntrica, possessiva e manipuladora,[71] enquanto Tony Blair a descreveu como "extraordinariamente cativante" e um "meteoro imprevisível", cuja morte trouxe mudanças para a monarquia.[72] Sarah Lyall, do The New York Times, escreveu sobre o legado de Diana para a família real e o Reino Unido e afirmou que, "bem ou mal", sua morte "abriu uma porta para que o País se tornasse mais emotivo e expressivo." Lyall também a caracterizou como "glamourosa, magnética, fotogênica, [...] manipuladora e intuitiva [...] uma estrela de reality show antes mesmo disto existir."[73]

Diana havia se tornado o que Blair descreveu como a "princesa do povo",[68] e sua morte repentina gerou um espasmo de tristeza e luto sem precedentes.[74] Matthew D'Ancona, do The Guardian, descreveu Diana como "a rainha do reino do sentimento" e disse que a extensiva reação do público à sua morte "foi um ousado sinal de pontuação em uma nova narrativa nacional que favorecia a desinibição, a empatia e a franqueza pessoal."[75] A jornalista Anne Applebaum acredita que Diana não teve nenhum impacto na opinião pública após sua morte,[62] enquanto Allan Massie, do The Telegraph, descreveu-a como a "celebridade das celebridades", cujos sentimentos "continuam a moldar nossa sociedade".[76] Numa matéria para o The Independent, a jornalista Yvonne Roberts disse que Diana não foi uma "santa" e nem uma "revolucionária", mas "pode ​​ter encorajado algumas pessoas" a se envolverem em questões como as minas terrestres, AIDS e lepra.[77] Escrevendo para o The Guardian, Monica Ali descreveu Diana como "única, fascinante e imperfeita. Seu legado pode ser misto, mas não é insubstancial. Sua vida foi breve, mas ela deixou sua marca."[62]

Diana também se tornou um ícone da moda cujo estilo foi emulado por mulheres do mundo todo. Em 2012, a revista Time a incluiu em sua lista dos 100 maiores ícones da moda de todos os tempos.[78] Em 2004, a revista People a incluiu em sua lista das mulheres mais belas de todos os tempos.[79]

O interesse de Diana em ajudar as pessoas levou ao estabelecimento do Diana Memorial Award, prémio conferido desde 1999 a jovens que têm demonstrado devoção e compromisso para com as causas advogadas pela princesa.[80][81] Em 2002, Diana ficou em terceiro lugar, com pouco mais de treze por cento dos votos válidos, na lista dos maiores britânicos de todos os tempos, perdendo as duas primeiras colocações para Winston Churchill e Isambard Kingdom Brunel, primeiro e segundo colocados, respectivamente.[82][83]

Logo após a sua morte, foi criado o Fundo Memorial de Diana, Princesa de Gales, que tem como objetivo arrecadar dinheiro para dar continuidade ao trabalho humanitário desenvolvido por ela dentro e fora do Reino Unido. Foi dotado de doações feitas por pessoas ao redor do mundo nos dias e meses posteriores a sua morte. Estas totalizaram cerca de 20 milhões de euros, além de um adicional de 80 milhões gerados através de atividades comerciais - incluindo uma doação feita por Elton John e pela gravadora PolyGram - gerado a partir da canção Candle in the Wind 1997 -, bem como a venda de produtos licenciados.[84][85][86] Os príncipes Guilherme e Henrique organizaram um concerto em homenagem a Diana, que foi realizado em 1° de julho de 2007, dia em que completaria 46 anos de idade.[87]

Títulos, honras e brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Monograma Real
O brasão de armas da Princesa de Gales enquanto esteve casada

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • 1961-1975: A Honorável Diana Frances Spencer (por ser filha de um Visconde)
  • 1975-1981: Lady Diana Frances Spencer (título herdado após seu pai ter se tornado conde)
  • 1981-1996: Sua Alteza Real a Princesa de Gales (título recebido no casamento com o Príncipe de Gales)
  • 1996-1997: Diana, Princesa de Gales (após divórcio, mas ainda membro da família real)

O título completo de Diana, enquanto esteve casada com o príncipe Carlos, era "Sua Alteza Real a Princesa de Gales, Condessa de Chester, Duquesa da Cornualha, Duquesa de Rothesay, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Senhora das Ilhas e Princesa da Escócia".

Honras[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Como esposa do Príncipe de Gales, Diana usava um brasão de armas que incluía o real brasão de armas do Reino Unido com um plano, um escudo e um letreiro do brasão de armas do principado de Gales (o brasão do Príncipe de Gales), juntando dois brasões em um escudo com o 1° e o 4° quarteis plano branco, e o 2° e o 3° quartéis suportando três douradas bandas entrelaçadas com três bandas sinistras em um fundo de cena vermelho desfigurado com três conchas (o brasão de armas do Conde Spencer, pai de Diana). Os guardiões foram um leão coroado dourado do Brasão de Armas Real e um grifo alado do brasão dos Spencer. O escudo teve a coroa do Príncipe de Gales. Seu lema era Dieu Defend le Droit (Deus defende o direito, em português), também usado no brasão dos Spencer.

Com o divórcio, Diana passou a usar o brasão da família Spencer coroado com uma pequena coroa real.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Nome Nascimento Casamento Seus filhos
Data Cônjuge
Príncipe Guilherme, Duque de Cambridge 21 de junho de 1982 29 de abril de 2011 Catarina Middleton Príncipe Jorge de Cambridge
Princesa Carlota de Cambridge
Príncipe Luís de Cambridge
Príncipe Henrique, Duque de Sussex 15 de setembro de 1984 19 de maio de 2018 Meghan Markle Archie Mountbatten-Windsor
Lilibet Diana Mountbatten-Windsor

Antepassados[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Sangue azul já importa menos em casamentos reais». British Broadcasting Corporation. Consultado em 21 de abril de 2012 
  2. «O trono britânico - [Guia dos Curiosos]». O Guia dos Curiosos. Consultado em 21 de abril de 2012. Cópia arquivada em 3 de junho de 2012 
  3. «Quem foi a princesa Diana e por que ela se tornou um ícone». VEJA. Consultado em 22 de outubro de 2020 
  4. «Irmão de Diana revela trauma de infância da princesa: 'Nossa mãe foi embora'». CLAUDIA. Consultado em 22 de outubro de 2020 
  5. «Princess Diana Short Biography |». Biography Online (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2020 
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