Entenda o conflito diplomático entre Venezuela e Argentina e por que há seis pessoas refugiadas na embaixada em Caracas | Mundo | G1

Por g1


Maria Corina Machado em 20 de março de 2024; seis assessores dela estão refugiados na embaixada da Argentina em Caracas — Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

O governo da Venezuela afirmou na quarta-feira (15) que não vai garantir passagem segura a seis assessores políticos que estão refugiados na embaixada da Argentina.

Em março, a Procuradoria Geral da Venezuela afirmou que tinha mandados de prisão para seis assessores de Maria Corina Machado, uma das principais políticas de oposição na Venezuela.

Para não serem presos, os seis se refugiaram na embaixada da Argentina em Caracas, a capital da Venezuela.

Desde então, o governo do presidente Javier Milei, da Argentina, e o da Venezuela estão em conversas para que esses seis assessores possam sair do país.

Em abril, o governo de Nicolás Maduro chegou a sinalizar que as seis pessoas receberiam permissão para sair do país.

No entanto, agora o regime chavista sinaliza que mudou de ideia. Na quarta-feira (15), uma autoridade de governo disse à agência de notícias Reuters que a Venezuela não garante a passagem segura.

Nesta quinta-feira, Diosdado Cabello, o segundo na linha de comando do partido no poder, disse algo na mesma linha: “Eu acho que hoje saiu a resposta do governo da Venezuela: negado. Não haverá passagem segura para os que não amam esse país”.

Fachada da residência do embaixador da Argentina em Caracas, em 24 de março de 2024 — Foto: Federico Parra/AFP

Pressão da Argentina

A oposição afirma que é uma perseguição.

O porta-voz do governo da Argentina, Manuel Adorni, afirmou que o governo da argentina segue em diálogo com os venezuelanos para tentar garantir a passagem segura das seis pessoas.

Em um programa de TV, Cabello afirmou que a Argentina não vai pressionar o regime chavista.

Maria Corina afirma que os assessores dela não fizeram nada para serem presos, tentou ser a candidata da oposição para as eleições presidenciais que acontecem em 28 de julho, mas ela foi proibida de concorrer pela Suprema Corte do país.

Ela passou a apoiar o candidato Edmundo Gonzalez.

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