Caravaggio: Biografia e suas principais obras

Caravaggio é uma figura intrigante e fascinante na história da arte, conhecido tanto por sua genialidade artística quanto por sua vida tumultuada. Suas pinturas realistas e dramáticas, marcadas pelo uso inovador de luz e sombra, transcendem o tempo e continuam a emocionar e inspirar. Neste texto, mergulharemos na vida e obra deste mestre do barroco italiano, explorando suas principais obras e seu impacto duradouro na arte ocidental.

Caravaggio foi um artista italiano que trabalhou nas cidades de Roma, Nápoles, Malta e na região da Sicília, entre o período 1593 e 1610. Ele era considerado um homem enigmático, fascinante, e perigoso.

Nas figuras apresentadas em suas obras, o artista utilizava como modelos, homens e mulheres comuns do povo representados na sua simplicidade e num ambiente natural, onde a luz assume o principal protagonismo e a obscuridade das cenas, é revelada pela técnica do claro-escuro. Caravaggio levou este princípio estético às últimas consequências, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta encontrada morta do Rio Tibre para pintar a Morte da Virgem.

O “caravagismo” viria a referir-se a uma pintura de luz violenta e fortemente contrastada, bem como à inspiração na vida quotidiana em que se inspiraram alguns dos seus seguidores.

Caravaggio: BIOGRAFIA

Informações biográficas confiáveis ​​sobre esse artista são escassas. O que existe foi reunido a partir de registros judiciais e municipais e outros documentos sobreviventes. Sabe-se que ele nasceu no dia 29 de setembro de 1571.

Quando criança, ele era conhecido como Michelangelo Merisi, uma referência ao seu nascimento no dia da festa do Arcanjo Miguel. O artista cresceu entre a pacata cidade agrícola de Caravaggio (daí surgiu seu nome), situada na Lombardia, e a agitada cidade de Milão, onde seu pai, um mestre pedreiro, trabalhava. Embora de menor status social, sua família tinha laços de elite. Sua tia serviu como babá para as crianças da nobreza Família Sforza, notavelmente o Marquês Francesco Sforza I e sua esposa, Costanza Colonna, testemunharam o casamento dos pais de Caravaggio em 1571. Costanza Colonna mais tarde se tornaria uma defensora do artista, embora ela nunca tenha adquirido pessoalmente uma pintura.

Em agosto de 1576, quando Caravaggio tinha cinco anos de idade, a cidade de Milão sofreu um surto da peste bubônica. Embora o artista e sua família tenham se refugiado na zona rural, em outubro de 1577 seu pai, avós paternos e tio haviam morrido da praga.

Em 1592, aos 21 anos, Caravaggio também perdera a mãe e o irmão mais novo. A terra da família foi dividida entre os irmãos restantes e vendida, com isso ele ficou residindo permanentemente em Milão, onde se apoiou através da pintura de retratos.

Caravaggio

É provável que Caravaggio tenha iniciado sua carreira artística após ter conhecido obras de pintores renascentistas. O historiador de arte David M. Stone observou que Caravaggio teve influência de vários mestres italianos, incluindo Giorgione, Palma Vecchi, Ticiano  e Leonardo da Vinci. 

Certamente recebeu alguma forma de educação clássica e estava ciente dos principais artistas e teorias de seu tempo.  Ele usou o texto de Giorgio Vasari como inspiração e motivação para algumas de suas pinturas.

No final do século XVI, Milão,era um lugar perigoso e violento e, portanto, um cenário pronto para seduzir e provocar o artista jovem, sem raízes, traumatizado e possivelmente com cabeça quente. Após seu envolvimento em um assassinato, o artista fugiu para Roma em 1592  e lá permaneceu até 1606. Nesse período, Caravaggio passou vários meses como assistente do artista Giuseppe Cesari, um popular pintor de afrescos. Nesse emprego, ele pintava principalmente flores e frutas de fundo. Tirou dessa experiência um olho para os detalhes e o afeto pelas nuances das pinturas de naturezas-mortas evidentes na execução precisa de frutas e flora em seus trabalhos posteriores.

Após o aprendizado com Cesari, Caravaggio entrou em contato com seu futuro patrono, o Cardeal Francesco Maria del Monte. Com ele, o artista recebeu hospedagem, alimentação e comissões artísticas, além de introduzi-lo em círculos de colecionadores de arte. Assim como del Monte, outros colecionadores romanos de elite, foram atraídos para os temas das primeiras obras de Caravaggio: celebrações de música, obras de naturezas-mortas e retratos sensuais de jovens andróginos como Amor Vincit Omnia (1602), que retrata um cupido em cima de símbolos de guerra, ciência, música e literatura. Esses gêneros e obras seculares foram sua entrada no prestigiado patrocínio romano e o lançou para a fama artística.

Em 1599, o Cardeal Del Monte ajudou-o a garantir sua primeira grande comissão de obras públicas, a decoração da Capela Contarelli na Igreja de San Luigi dei Francesci com cenas da vida de São Mateus. Com esta comissão, o artista embarcou na reinterpretação radical de figuras divinas que se tornariam uma marca da sua carreira. Humanizou indivíduos divinos ao torná-los pessoas de classe baixa. Desta maneira, Caravaggio criticou e subverteu as figuras imaculadas e idealizadas do renascimento italiano e das tradições clássicas romanas. Exemplos dessa abordagem podem ser vistos em a Morte da Virgem e Judite e Holofernes, a última pintura teve um profundo efeito sobre outros artistas particularmente Artemisia Gentileschi que criou uma série de imagens do mesmo assunto. As pinturas religiosas de Caravaggio receberam críticas muito variadas pelo realismo das pinturas e a justaposição de indivíduos santos com interiores modernos do século XVII, inflamando alguns críticos. De fato, muitos dos trabalhos de Caravaggio foram rejeitados por instituições comissionadas com base em retratos blasfemos ou indecentes.

O tempo de Caravaggio em Roma chegou ao fim de uma forma dramática. Registros da corte indicam que ele esteve envolvido em uma infinidade de contratempos de natureza cada vez mais violentos, e foi frequentemente protegido de processos por testemunhas reticentes para confirmar o envolvimento do artista por medo de represálias dos patronos influentes e proeminentes do artista. Um desses episódios, aconteceu em 24 de abril de 1604, em que Caravaggio começou uma briga com um garçom em um restaurante e o artista esmagou o rosto do homem com um prato. Outro mais violento, envolvendo a lei por atos violentos atingiram seu clímax em 28 de maio de 1606, quando Caravaggio assassinou seu ex-amigo Ranuccio Tomassoni, possivelmente no contexto de um duelo. Após esse triste acontecimento, Caravaggio fugiu de Roma antes que as acusações formais pelo assassinato fossem feitas contra ele; por isso levou a um exílio indefinido da cidade, condenado como assassino e sujeito a uma sentença capital que permitia a qualquer um dos Estados papais receber uma recompensa monetária por matá-lo. 

Em exílio, o artista passou então nove meses na cidade de Nápoles, controlada pelos espanhóis, chegando lá em setembro de 1606. Nesse período, Caravaggio começou a experimentar mais cores e contrastes, tomando a dianteira de pintores venezianos como Ticiano. Em 1607, Caravaggio se mudou para Malta. Seus trabalhos deste período são distintos – ele começou a pintar com pinceladas cada vez mais rápidas e utilizou matizes marrom-avermelhadas com mais destaque.

Após ter passado um mês em Malta, Caravaggio se envolveu em uma violenta luta armada na casa do organista da Igreja Conventual de São João. Essa reviravolta resultou uma detenção criminal, sua fuga da prisão e para Siracusa no outono de 1608. Posteriormente, os cavaleiros de Malta revogaram as honras do artista em 1 de dezembro de 1608. Caravaggio mudou-se de Siracusa para Messina, Palermo e depois de volta a Nápoles em 1609. Em Nápoles homens armados cortaram o rosto do artista por razões desconhecidas, deixando-o com feridas quase fatais, permaneceu convalescente, muito doente.

Entre 1609 a 1610, pintou o autorretrato Davi com a Cabeça de Golias, e enviou como uma espécie de perdão para a corte papal. Na verdade, o perdão foi concedido, mas não chegou até ele, morrera antes. Faleceu em 18 de julho de 1610,  possivelmente proveniente por malária, aos 39 anos de idade.   

Davi com a Cabeça de Golias. Caravaggio. 1609-1610

LEGADO

Caravaggio foi identificado alternadamente como um exemplo do estilo maneirista tardio, ou como precursor da era barroca. Pintor de grande influência artística formidável, tanto em sua época e até os dias atuais.

Por volta de 1605, outros artistas romanos começaram a imitar seu estilo de assinatura, e logo depois artistas fora da Itália, como Rembrandt e Diego Velázquez, incorporaram os dramáticos efeitos de iluminação de suas obras como referência. O estilo de Caravaggio ganhou rapidamente seguidores devotos, que impregnaram suas composições com as mesmas qualidades do mestre. Suas pinturas também inspiraram importantes poetas de seu tempo, como Giambattista Marino.

Apesar de aclamado em sua vida, no século XVIII, o legado de Caravaggio foi quase esquecido, além de algum interesse por pintores neoclássicos como Jacques-Louis David. O fascínio moderno e contemporâneo com o artista deve-se em grande parte aos esforços do historiador de arte italiano Roberto Longhi, cuja exposição em Milão em 1951, com uma monografia publicada em 1952, retribuíram ao artista reconhecimento do público e cimentaram seu status atual.

Os elementos teatrais das pinturas desse grande artista, iluminação e dramaticidade, permitem uma fácil transferência para o cinema.  Diretores como David LaChapelle e Martin Scorsese o citaram como uma influência. Nisso eles canalizaram o poder e a objetividade das imagens do pintor, utilizando suas representações de corpos imperfeitos e sua capacidade de criar uma narrativa a partir do ponto de clímax para imergir os espectadores dentro de seu próprio meio narrativo. Hoje, Caravaggio é visto como um dos mais impressionantes “Modernos” dos Grandes Mestres.

OBRA COMENTADA – GALERIA

Caravaggio
Menino Descascando Frutas. Caravaggio. 1592-1593

Caravaggio tornou-se um mestre da luz na pintura. Suas obras refletiam seu próprio caráter não convencional, pois ele inventou sistemas complexos de iluminação cuja fonte estava sempre fora de vista.

Seu poder de observação ao unir objetos de diferentes texturas, formas e substâncias e contrastá-los certamente foi inspirado … suas mãos e pés usados ​​como símbolos pelos gestos que faziam, ou por sua pose.

O número exato de pinturas que ele criou permanece ambíguo, mas estima-se entre 40 a 80 obras, onde destacamos algumas. Confira:

O Menino com uma Cesta de Frutas é um trabalho especial, pois Caravaggio capta a própria essência do que ele vê como seu amigo artista de dezesseis anos, Mario Minniti, agindo como modelo, segurando uma cesta de frutas, na verdade, uma oferta de luxo.

Revolucionário em sua maneira de pintar, o menino carnudo erótico de Caravaggio é retratado no limiar da sensualidade, a fruta talvez indicando que ele está maduro para a colheita. Os aspectos botânicos da transformação das frutas e folhas têm sido objeto de intenso estudo.

 

Rapaz Com Cesto de Frutas. Caravaggio. 1593

Aqui temos um autorretrato de Caravaggio como Baco, o deus do vinho. O título para obra O Pequeno Baco Doente, indica a evidente debilidade quando o artista aos 22 anos encontrava-se internado em um hospital tratando durante meses de uma possível icterícia.

Caravaggio
O Pequeno Baco Doente. Caravaggio. 1593-94 – Galleria Borghese, Roma

Os Trapaceiros – Acredita-se que para essa pintura, Caravaggio tenha usado modelos colhidos em tabernas onde desde muito jovem o artista já frequentava. Observa-se o fundo neutro e o enfoque dramático dos personagens, onde observamos em primeiro plano, um dos trapaceiros no jogo de cartas.

Os Trapaceiros. Caravaggio. 1594-96 – Localização: Museu de Arte Kimbell (Texas, EUA)

São Francisco de Assis em Êxtase – Alguns historiadores de arte afirmam que o Cardeal Francesco Maria del Monte se assemelha com São Francisco de Assis nessa pinturaAtravés dos círculos de del Monte,  o jovem pintor recebeu uma comissão inovadora aos 24 anos. Foi ele que reconheceu os talentos de Caravaggio e o levou para sua casa quando o artista chegou em Roma.

Aqui, o corpo de São Francisco recuou da intervenção divina, com uma das mãos flácida e a outra cerrada enquanto um olho se abre pela metade e o outro está fechado. Os críticos ficaram chocados com o retrato de um santo com barba e pés sujos. Caravaggio mostra apenas o ferimento cardíaco de São Francisco que é embalado por um anjo de faces rosadas.

Caravaggio
São Francisco de Assis em Êxtase. Caravaggio. 1595. Óleo sobre tela (92,5 × 127,8) – Wadsworth Atheneum Museu de Arte, Hartford

Baco – Leitura da obra clique aqui e saiba mais

Baco. Caravaggio.  1596. Óleo sobre Tela (95 x 85cm) – Galeria Uffizi, Florença (Itália)

Medusa é uma das obras mais populares de Caravaggio. Ela foi encomendada pelo Cardeal del Monte, que presenteou a Ferdinando I de Medici, o grão-duque da Toscana.

Medusa é uma figura da mitologia grega, uma das três irmãs Gorgon , que foi decapitada pelo herói Perseu antes de seu olhar transformá-lo em pedra. Perseu era esperto e usava um escudo como espelho para que Medusa ficasse paralisada por seu próprio reflexo. Dessa forma, ele poderia derrotá-la.

A Medusa de Caravaggio é representada com um olhar chocado, um grito aterrorizado, um grunhido de serpentes vivas no lugar de cabelos, um rio de sangue escorrendo de uma cabeça decapitada, ela é hipnótica e aterrorizante.

Caravaggio pintou esta obra-prima em um escudo e a imagem que vemos é de uma Medusa enquanto encontra seu próprio olhar, deixando Perseu a chance de dar o golpe fatal.

Caravaggio
Medusa. Caravaggio. 1597 –  Galeria Uffizi, Florença (Itália)

Marta e Maria Madalena – Uma das representações mais convincentes da cena bíblica em que Marta está no processo de converter Maria Madalena à vida de fé e virtude.

Marta e Maria Madalena. Caravaggio. 1598 – Localização: Instituto de Artes de Detroit, Michigan (EUA)

Narciso – Leitura da obra clique aqui e saiba mais

Caravaggio
Narciso. Caravaggio. 1599

Judith e Holofernes é a atraente descrição de Caravaggio de uma história retirada do Livro de Judite deuterocanônico, que descreve os eventos que levaram uma jovem a assassinar o poderoso General Holofernes.

O fundo da pintura é extremamente escuro, exceto pela cortina vermelha da cama, que cria um contraste poderoso e amplifica a atmosfera assassina da cena.

Esse foi o primeiro quadro intensamente dramático de Caravaggio, que detalha com precisão a fisiologia das figuras e capta magnificamente essa passagem violenta da vida à morte.

Judite e Holofernes. Caravaggio. 1599. Óleo sobre Tela (144× 195 cm ) Localização- Galeria Nacional de Arte Antiga, Roma

A Ceia em Emaús – Cristo é mostrado no momento de abençoar o pão e revelar sua verdadeira identidade aos dois discípulos. O tratamento inovador de Caravaggio sobre o assunto, faz deste um dos seus trabalhos mais poderosos. A representação de Cristo é incomum, pois ele não tem barba e a grande ênfase é dada à natureza morta na mesa. A intensidade das emoções dos discípulos de Cristo é transmitida por seus gestos e expressões. O espectador também é obrigado a se sentir participante do evento.

Caravaggio
A Ceia em Emaús. Caravaggio. 1601. Óleo sobre Tela (141 × 196.2 cm) – National Gallery, Londres

A Captura de Cristo – Essa pintura retrata o momento que Jesus Cristo é preso para ser crucificado. São sete figuras ao todo na pintura, sendo que uma delas é seu autorretrato. Caravaggio se coloca à direita, é o que segura a lamparina.

A Captura de Cristo. Caravaggio. 1602-05. Óleo sobre tela (133.5×169.5cm) – Localização: Galeria Nacional da Irlanda, Dublin

O Sepultamento de Cristo – Caravaggio realmente não retratou o enterro ou a deposição da maneira tradicional, na medida em que Cristo não é mostrado no momento em que ele é deitado na tumba, mas sim quando ele é colocado por Nicodemos e João na Pedra da Unção, no local em que o sepulcro será fechado. Ao redor do corpo de Cristo estão a Virgem Maria, Maria Madalena, João, Nicodemos e Maria de Cleofas, que erguem os braços e os olhos para o céu em um gesto de alta tensão dramática.

Caravaggio
O Sepultamento de Cristo. Caravaggio. 1603-04 -Óleo sobre tela (300 x 203cm) – Localização: Pinacoteca Vaticana, Roma

São Jerônimo – Essa pintura revela o santo em um ambiente austero e no processo de escrita. Ele está esticando o braço magro e musculoso para juntar tinta na pena, concentrando-se no que está fazendo. O crânio na mesa é um lembrete da nossa mortalidade.

São Jerônimo. Caravaggio. 1605-06. Galeria Burguese, Roma

Morte da VirgemEssa não é uma composição simplificada, limitada a três ou quatro pessoas. Nem é marcado por nenhum grau de movimento. Pelo menos oito pessoas estão reunidas ao redor do corpo – dispostas de modo a guiar o olhar do espectador para os restos mortais da Virgem – e todo o clima da imagem é de tristeza intensa e silenciosa. As vestes dos enlutados e das roupas de cama parecem absorver e amortecer todo o som, intensificando assim a tristeza.

Caravaggio
Morte da Virgem. Caravaggio. 1605-6 – Óleo sobre tela (369x245cm). Museu do Louvre, Paris.

As Sete Obras da Misericórdia foi encomendada a Caravaggio por sete jovens aristocratas napolitanos que fundaram a Igreja de Pio Monte della Misericórdia em 1601.

A pintura retrata a crença católica das sete obras de misericórdia: enterrar os mortos, visitar os presos, alimentar os famintos, proteger os sem-teto, vestir os nus, visitar os doentes e refrescar os sedentos. Em sua majestosa obra, Caravaggio conseguiu incluir todos elas em uma única composição cheia de simbolismo e drama. A parte superior da pintura é dedicada à Virgem Maria que, juntamente com um menino Jesus e apoiada por dois anjos, representa misericórdia e compaixão.

As Sete Obras da Misericórdia. Caravaggio. 1601-1609 – LOCALIZAÇÃO: Igreja de Pio Monte della Misericórdia, Nápolis
Caravaggio
Tela – As Sete Obras da Misericórdia, Caravaggio
“Acredito que a Arte está em tudo no que nos rodeia, basta um olhar sensível para apreciar e usufruir das diferentes manifestações artísticas. A Arte é a grande e bela ilustração da vida.”

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