Chuvas no RS: PF começa investigação para apurar fake news sobre a tragédia no estado | CNN Brasil
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    Chuvas no RS: PF começa investigação para apurar fake news sobre a tragédia no estado

    Agentes vão analisar 11 postagens, incluindo as de Eduardo Bolsonaro, do senador Cleitinho, e do influenciador Pablo Marçal

    Gabriela Pradoda CNN

    Brasília

    A Polícia Federal (PF) começou a investigação para apurar supostos crimes praticados por quem publicou fake news sobre a tragédia no Rio Grande do Sul (RS).

    Integrantes da corporação afirmam que já estão em andamento as providências para formalizar a instauração do inquérito ainda nesta quarta-feira (8).

    O pedido para apurar desinformação foi feito oficialmente pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública(MJSP), depois de um ofício enviado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), após uma reunião da “sala de situação” do Palácio do Planalto em que houve a discussão sobre as consequências das fake news no caso.

    O documento enviado pelo governo inclui publicações em redes sociais pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Cleitinho (Republicanos – MG). Além dos parlamentares, há indicação de publicações de influenciadores como Pablo Marçal.

    Segundo o governo, as fake news têm ” impacto dessas narrativas na credibilidade das instituições como o Exército, FAB [Força Aérea Brasileira], PRF [Polícia Rodoviária Federal] e Ministérios, que são cruciais na resposta a emergências. A propagação de falsidades pode diminuir a confiança da população nas capacidades de resposta do Estado, prejudicando os esforços de evacuação e resgate em momentos críticos. É fundamental que ações sejam tomadas para proteger a integridade e a eficácia das nossas instituições frente a tais crises”

    A defesa de Pablo Marçal nega que ele tenha divulgado fake news sobre a tragédia no Rio Grande do Sul.

    Para os advogados do influenciador digital, a acusação é “totalmente inverídica, fere seu direito de livre expressão, sua honra e sua dignidade, além constituir crime de calúnia, injúria e difamação, passíveis de penalidade criminal e civil”.

    A defesa afirma também que Marçal participou de ações no auxílio às vítimas das enchentes no estado, organizando doações de alimentos, medicamentos, roupas e utensílios de limpeza. Diz ainda que os donativos foram enviados por transporte rodoviário e alguns caminhões foram fiscalizados e barrados por agentes que exigiram nota fiscal dos produtos e a carga foi retida por excesso de peso.

    O documento enumera onze publicações consideradas fake news e o número de interações dos respectivos conteúdos nas redes sociais, além da quantidade de seguidores de quem postou, republicações e comentários.